junho 27, 2026

Pesquisa para o governo de Goiás some e intriga bastidores

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Na política, quando uma pesquisa eleitoral desaparece do sistema do TSE antes de sua divulgação, a curiosidade sobre seus números costuma falar mais alto do que qualquer justificativa formal

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Nos bastidores da política goiana, um episódio ocorrido na semana passada ficou longe de ser tratado como algo corriqueiro. A pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número GO-04208/2026, encomendada pela empresa Vitorino e Mendonça, do estrategista Marcelo Vitorino — responsável pela comunicação da pré-campanha de Marconi Perillo (PSDB) —, simplesmente desapareceu do sistema antes da sua divulgação.

O levantamento, que seria realizado pelo Ipespe e divulgado no último dia 17, tinha como objetivo medir a corrida ao Governo de Goiás e ao Senado Federal. Até aí, nada fora do normal. O que chama atenção é justamente o fato de que uma pesquisa registrada, anunciada e aguardada pelo meio político tenha sido retirada do radar sem qualquer explicação pública conhecida.

É verdade que existem razões legítimas para o cancelamento de uma pesquisa. O instituto ou o contratante podem desistir da divulgação por questões técnicas, metodológicas, financeiras ou operacionais. O próprio regulamento permite o cancelamento do registro antes da publicação dos números.

O problema é que, na ausência de esclarecimentos, o vazio acaba sendo preenchido por especulações. E, convenhamos, em política raramente se abandona uma pesquisa que produz resultados animadores.

Quando os números confirmam expectativas, costumam virar manchetes, discursos e material de campanha. Quando desaparecem antes de serem divulgados, surge inevitavelmente a pergunta que circula entre lideranças e analistas: o que os dados mostravam?

Vantagem consistente

A dúvida ganha força porque os principais levantamentos divulgados até agora apontam uma realidade pouco confortável para a oposição. Em diferentes pesquisas realizadas nos últimos meses, Daniel Vilela (MDB) aparece liderando a disputa pelo governo com vantagem consistente sobre Marconi Perillo.

Em alguns cenários, a distância supera os 20 pontos percentuais. Wilder Morais (PL) surge na sequência, em média 10 pontos atrás do segundo colocado.

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