setembro 7, 2026

Pesquisa Quaest expõe os dilemas da oposição goiana

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Enquanto o governador Daniel Vilela aparece liderando com folga a disputa, adversários ainda buscam formatar um discurso de contraste à atual gestão que convença o eleitorado goiano a optar pela mudança

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Às vésperas da campanha eleitoral, o cenário político goiano desenha horizontes bastante distintos para governistas e oposicionistas. De um lado, o governador Daniel Vilela (MDB) entra na reta decisiva da pré-campanha amparado pelos números da mais recente pesquisa Genial/Quaest, que o coloca na liderança da disputa com 37% das intenções de voto. Do outro, a oposição ainda procura um caminho capaz de transformar críticas ao governo em uma alternativa eleitoral competitiva.

O contraste é evidente. Enquanto Daniel amplia sua vantagem, Marconi Perillo (PSDB) e Wilder Morais (PL) permanecem praticamente estacionados. O tucano mantém os mesmos 21% registrados anteriormente e enfrenta um obstáculo difícil de contornar: a rejeição. Segundo o levantamento, 46% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum, indicador que limita sua capacidade de crescimento.

A dificuldade de Marconi vai além dos números. Isolado do ponto de vista político e estrutural, ele ainda busca um discurso capaz de confrontar o ciclo governista liderado por Daniel Vilela e Ronaldo Caiado. Há um paradoxo evidente em sua candidatura. Para permanecer competitivo, precisa recorrer ao próprio legado, relembrando realizações de seus mandatos. Mas, ao fazer isso, inevitavelmente também desperta recordações negativas associadas ao período em que comandou o Estado.

O passado que sustenta sua identidade política acaba funcionando como um teto para seu crescimento eleitoral. Além disso, o atual grupo governista construiu sua narrativa justamente em áreas sensíveis, como segurança pública, equilíbrio fiscal e gestão administrativa, estabelecendo um contraste permanente com administrações anteriores. Nesse ambiente, o discurso oposicionista encontra dificuldades para romper a percepção consolidada junto ao eleitorado.

Desafio igualmente complexo

Wilder Morais enfrenta um desafio diferente, mas igualmente complexo. Sua pré-campanha foi discreta e o crescimento registrado permanece dentro da margem de erro: foi de 9% a 11%. A principal aposta do senador era a transferência de capital político do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

Até aqui, porém, essa estratégia não produziu o efeito esperado. O desgaste da candidatura nacional do senador fluminense, agravado pelas repercussões do caso envolvendo Daniel Vorcaro, reduziu o potencial de irradiação do bolsonarismo sobre as disputas estaduais.

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