setembro 7, 2026

Marconi Perillo entra no radar da CPI do Jockey Club de São Paulo

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Tucano integrou Conselho de Administração do clube; investigação apura recursos destinados à restauração e entidade ainda é alvo de cobranças de quase R$ 1 bilhão em tributos municipais

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Jockey Club de São Paulo, instalada na Câmara Municipal da capital paulista, aprovou nesta terça-feira (11/8) a convocação do ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) para prestar esclarecimentos sobre a gestão administrativa e financeira da instituição.

Sócio do clube desde 2019 e integrante do Conselho de Administração desde 2022, o tucano será ouvido no âmbito das investigações que apuram supostas irregularidades na aplicação de R$ 83,6 milhões em incentivos públicos destinados à restauração da sede histórica do Jockey.

A CPI da câmara paulista mira suspeitas que envolvem R$ 22,4 milhões captados por meio da Lei Rouanet e R$ 61,2 milhões obtidos pelo programa municipal de Transferência do Direito de Construir (TDC), além de indícios de notas fiscais duplicadas, empresas sem estrutura operacional e despesas sem relação com as obras.

O requerimento aprovado pela comissão prevê que Marconi ajude a esclarecer questões administrativas, financeiras e patrimoniais ligadas à utilização dos recursos, às obrigações do Jockey perante o município e à gestão de passivos tributários, trabalhistas e patrimoniais.

Entre os gastos investigados estão despesas com restaurantes, vinhos importados, hotéis de luxo e farmácias, além do pagamento de R$ 11,2 milhões a uma construtora sediada em Goiânia, cuja estrutura operacional é questionada pelos investigadores. Paralelamente, o Jockey Club responde a cobranças que se aproximam de R$ 1 bilhão em tributos municipais, principalmente de IPTU.

Quando as investigações vieram a público, Marconi Perillo negou qualquer participação nas supostas irregularidades, classificou como “leviandade absurda” a vinculação de seu nome ao caso e afirmou que não participou da contratação das empresas investigadas.

 

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