março 9, 2026

Alexandre de Moraes e o velho roteiro da deslegitimação

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O que se assiste nos últimos dias é mais um capítulo de um roteiro já conhecido da política brasileira: a tentativa de deslegitimação de instituições por meio da erosão sistemática de reputações. Desta vez, o alvo é o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, relator da ação penal que resultou na prisão de Jair Bolsonaro e aliados pela tentativa de golpe de Estado e pela abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Moraes passou a ser acusado, sem provas públicas, de ter pressionado o Banco Central em favor do Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro, recentemente preso pela Polícia Federal sob suspeita de fraudes. Até o momento, é preciso registrar com clareza que nenhuma prova minimamente consistente foi apresentada que implique Alexandre de Moraes em qualquer atuação irregular. Toda a narrativa nasceu — e se expandiu — a partir de uma matéria publicada no jornal O Globo, assinada pela jornalista Malu Gaspar, figura conhecida desde os tempos da Lava Jato, e sustentada exclusivamente por fontes protegidas pelo sigilo.

Não há documentos, registros formais, gravações ou evidências objetivas que confirmem a versão de que Moraes teria pressionado o então presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para “salvar” o Banco Master. O problema se agrava quando se observa que tanto Alexandre de Moraes quanto Galípolo negaram a versão apresentada.

O ministro afirmou que jamais atuou em favor da instituição financeira, e o presidente do Banco Central confirmou que as reuniões mantidas com Moraes tiveram como pauta os impactos da Lei Magnitsky sobre o próprio ministro, e não qualquer intervenção no sistema financeiro. Ainda assim, a jornalista insiste na acusação, apoiada apenas no relato de fontes invisíveis, sem apresentar qualquer elemento probatório que sustente sua tese.

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