março 9, 2026

Portas fechadas: PT descarta aliança e aprofunda isolamento de Marconi Perillo

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De acordo com a direção do PT goiano, o partido terá nome próprio para disputar o governo de Goiás nas próximas eleições. Decisão afasta aliança com o PSDB do ex-governador

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A pré-candidatura do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) ao Palácio das Esmeraldas sofre mais um revés significativo, desta vez no campo das expectativas de alianças para 2026. Politicamente isolado e com evidente esvaziamento partidário, o projeto tucano em Goiás assiste ao PT fechar, de forma categórica, qualquer possibilidade de composição fora de sua própria trincheira.

A decisão do partido, liderado no estado pela deputada federal Adriana Accorsi (foto), sinaliza que o caminho escolhido é o da candidatura própria, descartando apoios a terceiros neste momento do tabuleiro eleitoral. A posição foi formalizada em nota divulgada pelo diretório estadual do PT nesta sexta-feira (6/2). Segundo a legenda, a estratégia segue orientação direta do presidente Lula, da direção nacional e do núcleo que coordena a engenharia eleitoral para 2026.

O recado é claro: antes da definição do nome que irá à disputa, não há espaço para conversas sobre alianças. Na prática, trata-se de uma porta que se fecha para Marconi Perillo, que via no PT um possível atalho para recuperar protagonismo político. O revés se soma a outra frustração recente. O sonho de atrair o PSD também se dissipou com a filiação do governador Ronaldo Caiado à legenda, consolidando um bloco governista robusto, ampliado e comprometido com a reeleição do vice-governador Daniel Vilela (MDB).

Com a base governista alinhada, operando em bloco e o PT apostando em nome próprio, o PSDB de Marconi fica ainda mais isolado, carente de estrutura, capilaridade e tempo político para reconstruir pontes que já ruíram.

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