setembro 7, 2026

Evento de Wilder reúne menos aliados do que o esperado

0

Como se não bastasse, o evento de lançamento da pré-candidatura do liberal goiano revelou fissuras internas difíceis de esconder: um partido dividido com conflitos internos cada vez mais visíveis

evento-do-wilder-morais

O lançamento da pré-candidatura do senador Wilder Morais (PL) ao Governo de Goiás, evento realizado em Goiânia, no último sábado (27), teria ficado aquém da demonstração de força política que o partido esperava apresentar. Tendo como principal atração o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República, o evento reuniu cerca de mil participantes, número considerado modesto diante da expectativa criada pela direção liberal, que esperava ao menos três mil aliados.

Mais do que uma questão de público, a mobilização expôs dificuldades que o PL goiano tenta minimizar: um partido dividido, conflitos internos cada vez mais visíveis e a aposta quase exclusiva na força do bolsonarismo como ativo eleitoral. O momento também não ajudou. Flávio desembarcou em Goiânia ainda sob o desgaste provocado pelas repercussões do caso envolvendo Daniel Vorcaro e pela recente troca pública de acusações com Michelle Bolsonaro, que o classificou como machista e prepotente, fatores que ampliaram o desgaste político do principal cabo eleitoral de Wilder.

Para Wilder, o encontro representava a oportunidade de, enfim, assumir o protagonismo de uma pré-campanha que, até aqui, vinha sendo marcada pela discrição. Mas a baixa mobilização acabou produzindo o efeito contrário. O episódio reforça uma realidade que o PL parece resistir em reconhecer: nas eleições estaduais, o voto estritamente ideológico já demonstrou limitações importantes.

Tanto em 2022 quanto em 2024, o discurso identitário não foi suficiente para superar o peso de uma máquina administrativa bem avaliada e de uma ampla articulação política. Em 2026, esse cenário tende a se intensificar com o caráter plebiscitário da disputa em torno da continuidade da gestão hoje conduzida por Daniel Vilela (MDB), herdeiro político e administrativo do legado construído por Ronaldo Caiado (PSD).

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *