A última pesquisa Quaest fortalece o discurso de Caiado
O recado que emerge do cenário apontado pela levantamento é claro: para uma parcela importante das forças de centro e de direita, manter Flávio como principal aposta deixou de ser uma estratégia de expansão eleitoral e passou a representar um risco político para o próprio campo conservador
A nova rodada da pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), reforça um argumento que o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República, vem repetindo: insistir na candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) pode significar facilitar o caminho para a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os números mostram um cenário de perda de competitividade do senador justamente no momento em que sua pré-campanha acumula desgastes políticos.
No levantamento, Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 28% de Flávio, abrindo uma vantagem de 12 pontos percentuais. Em uma eventual disputa de segundo turno, a distância também aumentou, chegando a oito pontos. Desde março, Flávio perdeu cinco pontos nas simulações de primeiro turno, enquanto Lula consolidou sua posição na liderança.
O enfraquecimento do senador ocorre em meio à repercussão dos áudios envolvendo Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, nos quais Flávio trata da cobrança de R$ 134 milhões relacionados ao financiamento de um filme autobiográfico de Jair Bolsonaro, além das notícias sobre atritos com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Independentemente das explicações apresentadas pelos envolvidos, o desgaste político é evidente e coincide com a deterioração de seus indicadores eleitorais.
Nesse contexto, Caiado intensificou o discurso de que a direita precisa construir uma alternativa capaz de disputar votos para além do eleitorado bolsonarista mais fiel, sob pena de entregar a eleição ao adversário antes mesmo da campanha ganhar as ruas.
