Daniel Vilela vai para a campanha com a maior rede política de Goiás
Com apoio de 227 prefeitos e 12 partidos, Daniel Vilela alia ampla capilaridade política à alta aprovação da gestão e chega fortalecido à disputa
Às vésperas do início oficial da campanha eleitoral, o governador Daniel Vilela (MDB) chega à disputa em uma posição privilegiada sob um aspecto que costuma fazer diferença em eleições majoritárias: a capilaridade política. Possuir uma rede organizada de lideranças locais significa muito mais do que exibir fotografias ao lado de aliados. Representa a capacidade de levar a campanha para cada cidade, por meio de prefeitos, vereadores, candidatos proporcionais e militantes que mantêm contato direto com o eleitor.
É justamente nesse terreno que o governador larga à frente dos adversários. Com o apoio de 227 prefeitos, uma aliança formada por 12 partidos e uma chapa que reúne mais de 500 candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, além de quatro postulantes ao Senado, o projeto de reeleição do emedebista se espalha por praticamente todo o território goiano. Trata-se de uma estrutura política de alcance raro, capaz de multiplicar a mensagem da campanha e ampliar sua presença nos mais diferentes segmentos do eleitorado.
A oposição procura relativizar essa vantagem lembrando que, em 2018, José Eliton também contava com ampla maioria dos prefeitos e acabou derrotado nas urnas. A comparação, porém, encontra resistência entre analistas políticos. Naquele momento, o governo tucano chegava ao fim cercado por desgaste administrativo, críticas à segurança pública, dificuldades fiscais, denúncias de corrupção e perda de credibilidade perante a população.
O contexto atual é distinto. Daniel Vilela herda um governo que mantém elevados índices de aprovação popular e apresenta sua candidatura sob o discurso da continuidade de um ciclo administrativo iniciado por Ronaldo Caiado. Nesse cenário, a capilaridade deixa de ser apenas uma demonstração de força política e passa a funcionar como instrumento para potencializar uma narrativa que encontra respaldo na percepção positiva de parcela expressiva do eleitorado goiano.
