Deputado do PL expõe apreensão do bolsonarismo com avanço de Lula
Assim como a Genial/Quaest, a pesquisa PoderData/Aya também aponta empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), com números idênticos: 46% a 44%, respectivamente. A coincidência entre levantamentos de institutos distintos reforça a percepção de uma disputa acirrada, a apenas 10 dias do segundo turno
A aparente tranquilidade que tomou conta do bolsonarismo após o primeiro turno da eleição presidencial começa a dar lugar à apreensão. Lideranças ligadas a Flávio Bolsonaro (PL) estariam preocupadas com o crescimento de Lula (PT), identificado, segundo relatos dos próprios aliados, em trackings, levantamentos diários internos da campanha. O temor é que a reação petista esteja desmontando a expectativa de uma vitória que parecia encaminhada.
Um sinal desse desconforto surgiu em áudio atribuído ao deputado federal e senador eleito por Goiás, Gustavo Gayer (PL). Nele, o parlamentar alerta a militância para uma mobilização da esquerda que considera sem precedentes. Gayer destaca a atuação do canal “Exército do Lula”, articulado pelo deputado André Janones (Rede-MG), como um dos instrumentos dessa ofensiva digital. A preocupação encontra respaldo no cenário de disputa apertada.
A Genial/Quaest divulgada quarta-feira (14) apontou empate técnico, com Flávio numericamente à frente de Lula por 46% a 44%. O resultado sugere que a eleição permanece aberta, distante da vitória antecipada celebrada por setores bolsonaristas. O próprio Flávio parece ter percebido os riscos.
Depois de resistir ao fim da escala 6×1, passou a defender a proposta, uma das bandeiras de Lula, aprovada pelo Senado na quarta-feira. Também prometeu preservar os benefícios sociais do governo petista. São movimentos que revelam a necessidade de reduzir resistências entre eleitores preocupados com direitos trabalhistas e proteção social.
A promessa pouco esclarecida de mudar a Constituição para “redemocratizar o Brasil” acrescentou outra fonte de desgaste à candidatura bolsonarista. Ainda não é possível estabelecer relação direta entre as manifestações pró-Lula pelo país e as oscilações nas pesquisas. Mas há um fato político relevante: o bolsonarismo já não demonstra a mesma confiança de antes.
